Abate de burros banido depois de investigação sobre ejiao pela PETA Ásia

 

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3 de março de 2020

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ABATE DE BURROS BANIDO DEPOIS DE INVESTIGAÇÃO SOBRE EJIAO PELA PETA ÁSIA

Quénia proíbe a matança de burros e a sua exportação para a China, onde a sua pele cozida é usada em medicina, cosmética e confeitaria

Lisboa – Depois de uma investigação da PETA Ásia sobre matadouros sancionados pelo governo em Mogotio e Naivasha, no Quénia, ter revelado que os trabalhadores batiam violentamente nos burros, que eram mortos para a medicina tradicional chinesa conhecida como ejiao, o secretário do gabinete do Ministério da Agricultura, Peter Munya, ordenou que todos os matadouros de burros no Quénia sejam fechados em março. Consulte a reportagem da PETA Ásia aqui.

A mudança parte após mais de 200.000 apoiantes da PETA e suas afiliadas terem enviado cartas urgindo Munya a terminar o negócio de pele de burro, no qual os burros são comprimidos em camiões de carga e forçados a suportar duríssimas viagens para matadouros vindos de tão longe quanto os países vizinhos. A viagem da fronteira com a Etiópia pode durar dois dias, durante a qual nenhuma água ou comida é dada aos animais e muitos colapsam e até morrem. A investigação da PETA Ásia descobriu que trabalhadores deixaram os corpos de dois burros mortos na longa viagem no exterior do matadouro e arrastaram um outro – que estava gravemente ferida e incapaz de se suster de pé – da transportadora, despejaram-na no chão e pontapearam-na.

“A PETA elogia a decisão pelo Secretário de Gabinete Peter Munya de salvar os burros. Ao fechar estes matadouros, o país cortou as ligações com um negócio cruel que sentencia burros dóceis aos milhões a mortes miseráveis”, diz a diretora da PETA, Elisa Allen. “Ninguém precisa de pele de burro exceto os animais que nasceram nela, e a PETA espera que outros países tomem uma posição contra a indústria de ejiao e sigam o exemplo.”

O Paquistão e inúmeros países africanos – incluindo Botswana, Burkina Faso, Mali, Níger, Senegal, Tanzânia e Uganda – baniram matadouros com fundos chineses ou implementaram políticas que impeçam a exportação de peles de burro para a China. Além do mais, a eBay e dezenas de outras companhias concordaram em deixar de vender itens que contenham ejiao.

A PETA – cujo lema dita, em parte, que “os animais não são nossos para comer ou abusar de qualquer outra maneira” e que se opõe ao especismo, uma visão supremacista humana do mundo – urge pessoas gentis em todo o mundo a ajudar burros, recusando a comprar produtos que contenham ejiao ou gelatina de burro.

Fotografias da investigação estão disponíveis aqui. Imagens do vídeo com qualidade de transmissão da investigação estão disponíveis aqui. Para mais informações, por favor, visite PETA.org.uk.

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